domingo, 10 de abril de 2011

Ato em defesa da educação pública

O artigo abaixo foi escrito por uma ex-aluna minha (que orgulho!), além de escrever muito bem, ela está engajada na busca de um Brasil melhor, dentro de uma perspectiva de verdadeira trasformação social (que orgulho 2!).
Esse artigo foi publicado na Revista Vírus planetário e eu vou reproduzí-lo parcialmente no "Oficina da Educação" por acreditar que somente quando toda a sociedade se mobilizar por uma educação pública de qualidade é que poderemos ver alguma política pública séria nesse sentido. Essa não é uma luta só dos profissionais da educação, e sim de todos aqueles que sonham com um país melhor!  
Mirtes

Ato em defesa da educação pública leva 3 mil pessoas ao centro do Rio

Por: Mariana Gomes
Revista Vírus Planetário

Salário digno para os professores, contra as terceirizações, 10% do PIB para a educação, melhor estrutura para as escolas, contra a privatização, contra as “saunas de aula”, pelo passe livre nacional… Em apenas um dia, todas essas e muitas outras lutas estiveram misturadas. Cada um com sua bandeira, professores, animadores culturais, merendeiras, faxineiros, bibliotecários e estudantes se unificaram em um movimento que não se via há muito tempo. Todos eles, unidos a diversos movimentos sociais, realizaram na última quinta-feira, 31 de março, uma passeata com cerca de 3 mil pessoas em defesa da educação pública. Cada um deles trazia seu cartaz, sua palavra de ordem, seu grito entalado na garganta. Todos em defesa de uma educação pública, gratuita, de qualidade e de salários dignos para os profissionais da área. A avenida Rio Branco foi fechada por cerca de duas horas para que os manifestantes pudessem passar.


(...). “O objetivo do ato é articular a sociedade como um todo para lutar em defesa da educação, já que esta é uma bandeira de todos e não apenas do ambiente sindical”, declarou. Afonso Teixeira, do Sinpro, destacou a importância de se discutir os problemas das parcerias público-privadas. “Essas parcerias tornaram-se uma promiscuidade, é muito dinheiro público sendo investido no setor privado sem qualquer tipo de critério ou regulamentação”, frisou.
Representando os estudantes, os grêmios do Colégio Pedro II, do CAp UFRJ e de várias escolas públicas também estavam presentes, assim como os Diretórios Centrais de Estudantes da UFF, UERJ e UFRJ, e muitos Centros Acadêmicos. O presidente do grêmio estudantil do Colégio Estadual Alfredo Baltazar, localizado em Magé, Átila Gomes, relatou as péssimas condições estruturais da escola que chegou a pegar fogo por problemas nas instalações elétricas. “Lá é tudo muito precário, a fiação elétrica da escola não agüentou a instalação dos aparelhos de ar-condicionado, e nós nos perguntamos: cadê a verba da educação estadual?”, protestou Átila.
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Mais de 3 mil pessoas tomaram conta da avenida Rio Branco. Do carro de som, dirigentes sindicais e estudantis puxavam palavras de ordem: “Pula, sai do chão, quem defende a educação” e “Educação na rua, Cabral, a culpa é sua”. João Pedro Accioly, estudante do Colégio Pedro II de São Cristóvão, também relembrou a morte de Edson Luís. “Edson Luís foi morto pela ditadura que ficou no passado, mas a repressão existe ainda hoje. Quando eu estava convidando as pessoas para vir a essa passeata, muitas disseram que não viriam por medo da polícia”, relatou o estudante. João Pedro foi o menor de idade preso no dia da manifestação contra Obama. Sobre o assunto, uma das palavras de ordem puxadas pelos manifestantes era “Ô, Lula, Dilma e Cabral, prenderam inocentes para vender nosso pré-sal”.
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Para ler artigo na íntegra clique aqui.

Fonte: http://tdvproducoes.com/virusplanetario

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